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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mudanças.


Talvez ultimamente, as pessoas tenham se desprendido do sentido verdadeiro do que se faz diário. Antes um sorriso dado era uma questão de afeto, entende? Era algo importante, era algo no mínimo educado. Talvez tudo tenha se perdido, e vivenciamos novas experiências, estas, nos mudam. Mudam tanto que nem percebemos. Vamos nos tornando frios, insensíveis diante de tantos sentimentos podres. Alimentamos ódios, raiva, dores. Solidão. Muita solidão. Daquelas que sufoca, de doer o coração todinho. Algo até meio antagônico, a solidão a fazer companhia. Ora, não é de todo mal... Quando não se tem alguém que nos supra a necessidade de que estamos sujeitos, se inventa. Só que há um problema com mudanças: quando tentamos voltar a ser o que éramos antes acabamos por não conseguir, não por não querermos, mas por não ter mais jeito. É uma pena, não acha? Uma pena as pessoas se perderem, irem pro lado esquerdo quando deveriam ir pro direito. Falta sentimento. Será? A questão aqui é, que nessas idas e vindas de características que nos formam a essência vai ficando por demais esquecida. É uma dor tão grande se ver perdido quando tudo mais não faz sentido. Uma pena, realmente. Tem vezes que se cai, diante de pessoas e situações. Pra levantar é difícil, não? O corpo se torna pesado, a mente se torna confusa, os dias desleais. Acontece que não só em relação ao-sentimentalismo-bonito-que-o-amor-passa, vai além. Além de tudo. Além do nada. Doer? Dói. Mas dizem que passa, então, pra que se preocupar? Deixa o tempo se encarregar de fazer o que é o mais esperado: fazer passar.

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